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Angioplastia de Membros Inferiores

Quem nunca ouviu falar em entupimentos nas artérias? Seja em relação às coronárias, ou as artérias do cérebro ou das pernas, o processo é sempre o mesmo, e ocasionado pela mesma doença!

A aterosclerose, condição patológica na qual há o acúmulo de gordura na parede das artérias e desenvolvimento das famosas placas de ateroma, é a responsável pela obstrução arterial e as suas graves consequências ao corpo humano, podendo inclusive iniciar-se em crianças e adolescentes, normalmente associada a má alimentação e sobrepeso.

A obstrução nas artérias dos membros inferiores ocasionada pela aterosclerose pode gerar dor ao caminhar, sintoma conhecido como claudicação intermitente.

Sintoma

A dinâmica do sintoma é baseada no seguinte mecanismo: em repouso, a circulação arterial existente no indivíduo em questão é suficiente para manter sua musculatura funcionando, com metabolismo normal e sem a produção de ácido lático, substância produzida pelas células em situações com pouco oxigênio disponível.

Ao iniciar a caminhada, exige-se um maior esforço das fibras musculares, e isso é compensado pelo aumento do fluxo sanguíneo arterial para a perna.

Caso as artérias responsáveis pela irrigação do membro apresentem áreas com obstrução, o fluxo sanguíneo pode não atingir o volume necessário, e com isso, as células musculares começam a funcionar com pouco oxigênio, levando a acúmulo de ácido lático e outras substâncias nocivas.

Esse processo é o responsável pela dor, que surge após o início da caminhada.

A mesma dor obriga o indivíduo a parar, e com isso, o metabolismo na fibra muscular decai, gerando menos ácido lático, e um novo estado de equilíbrio, com melhora na dor apresentada.

Tratamento

O tratamento dessa condição inicia-se com o controle absoluto dos fatores de risco para aterosclerose, sabidamente a pressão alta, diabetes, tabagismo e colesterol elevado.

Boa parte dos pacientes não necessitará ser submetido a algum procedimento cirúrgico, caso alcancem esses objetivos.

Para aqueles que apresentam piora na doença arterial, e consequentemente progressão na dor ou surgimento de feridas relacionadas à falta de sangue circulante, podem ser necessárias cirurgias para revascularizar o membro acometido, e, com isso, restaurar a circulação arterial.

Para melhorar a circulação arterial podemos criar um novo caminho para o sangue atingir a extremidade, cirurgia conhecida como “ponte arterial”, ou podemos lançar mão da tecnologia endovascular, menos invasiva, porém não menos complexa, quando utilizamos cateteres e balões para acessar as artérias e dilatar o seu interior, quebrando as placas de gordura que ocasionam a obstrução e restaurando o caminho natural do sangue pelas artérias originais.

A decisão de qual técnica utilizar é do cirurgião vascular, baseada na anatomia da obstrução apresentada e no quadro clínico do paciente.

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