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Filtro de veia cava – o que é, e para que serve?

Quase sempre quando um paciente possui o diagnóstico de trombose venosa profunda, a principal preocupação da equipe médica assistente e dos familiares envolvidos no tratamento é sobre a embolia pulmonar.

Esta complicação, muito temida, pode ser responsável por casos fatais. Por isso, a maioria dos casos de trombose venosa profunda é tratada com medicação anticoagulantes, para impedir a progressão do coágulo dentro da veia acometida, e mantê-lo mais estável dentro do vaso, diminuindo a chance de seu deslocamento até a circulação pulmonar.

Entretanto, existem situações em que o paciente não pode receber o tratamento com anticoagulantes, já que essas medicações podem elevar o risco de sangramentos espontâneos em alguns casos.

Desta forma, há algumas décadas a medicina vem buscando uma forma de impedir, ou pelo menos diminuir a chance de a embolia pulmonar ocorrer nesses pacientes.

Assim, já que o fluxo venoso que escoa dos membros inferiores passa pela veia cava no abdome, em direção ao coração, foram desenvolvidos pequenos dispositivos metálicos, normalmente em formato de guarda-chuva, para serem implantados dentro da veia cava-os chamados filtros de veia cava.

Procedimento

Os filtros de veia cava atualmente são implantados por um procedimento rápido, via punção da veia femoral na virilha, ou veia jugular no pescoço, por onde o cirurgião acessa a veia cava e libera o filtro no seu interior.

Todo o procedimento é guiado por raio X, para correto posicionamento do dispositivo.

Desta forma, os pacientes que não podem ser tratados com anticoagulantes, ficam protegidos da embolia pulmonar em caso de trombose venosa profunda.

Vale lembrar que o melhor tratamento é a anticoagulação, que também é benéfica para prevenir as sequelas causadas na veia que sofre a trombose, sendo o implante do filtro uma situação de exceção.

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