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O pé diabético

A doença Diabetes Mellitus é causada por uma deficiência no controle dos níveis de glicose sanguínea, seja por falta de produção da insulina – seu hormônio regulador – ou por uma dificuldade de ação da insulina produzida pelo pâncreas.

É uma doença global e uma importante causa de morte por complicações. Nos últimos anos, estima-se que aproximadamente 8% da população mundial seja portadora de diabetes mellitus, sendo ela a principal causadora de úlceras e infecções nos pés e pernas, as quais podem levar a amputações.

Ao acompanharmos os pacientes com diabetes, observamos que em torno de ¼ desenvolve as alterações do pé diabético, sendo importante destacar que isso representa o controle e o tratamento inadequados da doença.

Muitas vezes porque o diagnóstico do diabetes surge tempos depois do início da doença, que pode ser assintomática no princípio.

Para o surgimento dos ferimentos nos pés, normalmente é necessária a combinação de 3 fatores: neuropatia – doença nos nervos também causada pelo diabetes e que leva à perda de sensibilidade, alterações na postura do pé e dedos e lesões repetitivas na mesma área de pele.

Após o surgimento dos ferimentos ou úlceras, o próximo passo é a infecção associada do local, a qual se não tratada a tempo pode evoluir para casos mais graves, incluindo a gangrena.

Dessa forma a melhor maneira para prevenir o pé diabético é o correto e rigoroso tratamento do diabetes com controle da glicose sanguínea, orientado sempre por um clínico ou endocrinologista.

Além disso, a atenção aos sintomas da neuropatia diabética, como sensação de formigamento, queimação noturna na sola dos pés e perda de sensibilidade local, é importante para otimizar o tratamento e aumentar a vigilância do próprio paciente em relação ao seu pé.

Ou seja, o paciente deve diariamente inspecionar a sola dos pés e as áreas entre os dedos a fim de procurar por ferimentos, frieiras, rachaduras e calos.

Além disso, olhar o interior dos sapatos fechados, à procura de objetos que possam machucar a sola dos pés, como pedras e sujeiras, também é importante.

O uso de calçados fechados, e de preferência macios, sempre com meias de algodão, é essencial para a proteção diária dos pés.

Para finalizar, sempre que comparecer à consulta, pedir ao médico que examine também o pé, para com isso retirar suas dúvidas e definirem em conjunto o melhor plano de tratamento.

Evitando o surgimento de feridas nos pés, estaremos contribuindo para a redução na quantidade de infecções graves, internações e amputações nos pacientes diabéticos, melhorando a qualidade de vida para estes pacientes.

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